4 de agosto de 2017

Assassino de Elisa Samúdio vira professor de crianças...

O goleiro e assassino Bruno Fernandes recebeu autorização para dar aulas de futebol à crianças e adolescentes. As aulas acontecerão em um Núcleo de Capacitação Para a Paz, em Varginha (MG).
O objetivo é a inclusão e ressocialização de presos. Ok, Bonito. Mas tem que ser com crianças e adolescentes? Impossível que ninguém da justiça, do Ministério Público, veja o perigo que essa situação.
Crianças e adolescentes são seres pequenos em construção ainda. Precisam de bons exemplos para se identificar. Bons modelos. De preferência, pessoas de bem. Não um assassino frio e cruel. Não um homem que nunca deu à mãe da mulher que ele matou o alívio de enterrar sua filha.
Nunca, em todo esse tempo, se ouviu uma declaração dessa pessoa que tenha sido de verdadeiro arrependimento. Nunca. Não há culpa. Não há empatia pela dor causada. Não há remorsos. Essa pessoa se recuperou? Fala sério.
Bruno pode ser um grande goleiro. Mas não é uma grande pessoa. Muito menos um exemplo para crianças e adolescentes. Colocar esse senhor em contato com esses meninos é banalizar a morte e a violência. É desse molde que queremos nossos homens do amanhã? Deus me livre!
Imagine os danos à moral e à ética essa convivência não pode causar às crianças? O assassino vira O legal. O ídolo. Posso matar também. Pronto. Está feito o estrago.
É para trabalhar? Ele tem mais é que trabalhar mesmo. Coloque ele para limpar banheiro. Lavar chão e panelas na cozinha. Capinar. Trabalhar com crianças, não!
As crianças do NUCAP são filhos de condenados e egressos da prisão. Ninguém é filho de santo ali. Muitos são os motivos que levam uma pessoa à prisão. Muitos são os erros. O pior de todos são os friamente premeditados.
Bruno premeditou. Sequestrou a ex-namorada e o próprio filho. Torturou. Sumiu com o corpo. Tirou a filha de uma mãe. A mãe do próprio filho. Vai ser técnico? Pessoa próxima e admirada por sessenta crianças? Vem meteoro! Parem o mundo que eu quero descer.
Eu tinha grande interesse em saber se a pessoa que teve essa brilhante ideia deixaria seus filhos em contato com Bruno. Você deixaria seu filho ser aluno do goleiro e assassino Bruno? O meu eu não deixava. A última pessoa com quem ele brincou de pique esconde não apareceu até hoje.
Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.

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